AA virou-se para mim e disse:
“Existe gente que prefere ter um animal de estimação como escravo, do que uma pessoa por companhia.”
Na verdade não sei o que quis dizer com tal coisa. Não sei se o que penso é o que quis dizer, mas deixo aqui para que se possa dizer o que se pensa.
quinta-feira, agosto 21, 2008
quarta-feira, agosto 20, 2008
fluídos
Embora já me tenha convencido a nós próprio de que não sei escrever, de igual modo notamos que a escrita é algo que fluí através de mim com alguma naturalidade. Escrever, surge da produção de diálogos tidos entre nós próprio. As discussões tidas entre nós, dentro do meu cérebro, são imensas listas de inspiração primária que na maior parte das vezes não chegam a ver a luz do dia.
Uma ideia, nunca é passível de ser transmitida de uma forma perfeita. Só mesmo entre nós dentro de mim essa possibilidade existe.
Uma ideia, nunca é passível de ser transmitida de uma forma perfeita. Só mesmo entre nós dentro de mim essa possibilidade existe.
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sábado, agosto 09, 2008
terça-feira, agosto 05, 2008
salad days II
Madrugada de três de Março de dois mil e oito, pelas cinco horas e quinze minutos.
“Existem sensações/sentimentos que se repetem e que de repente deixámos de sentir.
Hoje acordei e comecei a sentir parte de uma dessas sensações/sentimentos perdidas. Era uma daquelas que me acompanhou nos dias inocentes da infância. Já ouvi descrições que se aproximavam daquilo que sentia e que dizem ser sintoma do nosso corpo em crescimento (?). Nunca consegui traduzir essa sensação/sentimento em pensamentos concretos ou, pior ainda, em palavras. Mas não será por não tentar que a descrição falhará.
Em criança, essa sensação/sentimento, traduzia-se num sentimento de pânico. No entanto, como muitos outros medos que tinha (o dos espelhos, por exemplo, ou mesmo o do escuro), viva-o de uma forma similar ao masoquismo ou seja, vivia-o enfrentando-o e sentindo o que de bom poderia ter dele. Apreciava particularmente a sensação física de me sentir infinitamente pequeno dentro do meu corpo. Paradoxalmente, sentia a infinita imensidão do meu corpo de uma só vez. Não sentia, agora os pés, depois as mãos, mais adiante a cabeça. Sentia-o todo de uma só vez. Quando chegava a esta fase, recolhia-me instantaneamente a um canto perdido do meu cérebro, sendo a sensação de hipervelocidade muito real e, sem paradoxos, a minha pequenez entrava em sintonia com o meu ser.
Esse canto perdido do meu cérebro tinha a forma infinitamente grande de um rectângulo. Neste, eu viajava quase incessantemente entre os cantos do mesmo. Curiosas eram as sensações que ia tendo. Num dos cantos eu podia ser uma partícula infinitamente pequena, áspera e com curvas concêntricas. Só consigo, para a descrever, ter uma imagem aproximada desta partícula quando penso em pedra pomes, embora esta não tenha a densidade correcta.
A melhor imagem que tenho para a descrever, são os desperdícios de metal numa fundição, não sei se é disso que se trata, mas caracteriza-se pela sua forma irregular, como se tivesse liquefeito a borbulhar e se solidifica-se instantaneamente, numa forma preta carbonizada, com as bolhas rebentadas como se de crateras se tratasse e uma densidade imensa o que lhe dá peso e dureza. Creio que já vi formas análogas à que estou a tentar descrever, em imagens microscópicas bidimensionais.
Quando era deslocado para o canto oposto, via-me transformado em matéria suave, antagónica à aspereza anterior, diametralmente oposto ao que pesava, e infinitamente grande, perdendo a noção do rectângulo. Tenho ainda mais dificuldade em descrever este estado, mas, muito grosseiramente, era como se de uma nuvem se tratasse. Compreendo agora que era de diferentes densidades que se tratava, como se comprimisse ou expandisse todo o universo, tornando-o numa massa infinitamente pequena ou infinitamente grande.
Hoje acordei com essa sensação. Foi presente, mas fugidia. Senti-a instantaneamente e involuntariamente uma pequena porção de vezes. Não tive o sentimento de pânico de outrora, apenas a sensação paradoxal de me sentir infinitamente grande e infinitamente pequeno, dentro do meu corpo.
Foi de novo, um vislumbre dos meus salad days.”
“Existem sensações/sentimentos que se repetem e que de repente deixámos de sentir.
Hoje acordei e comecei a sentir parte de uma dessas sensações/sentimentos perdidas. Era uma daquelas que me acompanhou nos dias inocentes da infância. Já ouvi descrições que se aproximavam daquilo que sentia e que dizem ser sintoma do nosso corpo em crescimento (?). Nunca consegui traduzir essa sensação/sentimento em pensamentos concretos ou, pior ainda, em palavras. Mas não será por não tentar que a descrição falhará.
Em criança, essa sensação/sentimento, traduzia-se num sentimento de pânico. No entanto, como muitos outros medos que tinha (o dos espelhos, por exemplo, ou mesmo o do escuro), viva-o de uma forma similar ao masoquismo ou seja, vivia-o enfrentando-o e sentindo o que de bom poderia ter dele. Apreciava particularmente a sensação física de me sentir infinitamente pequeno dentro do meu corpo. Paradoxalmente, sentia a infinita imensidão do meu corpo de uma só vez. Não sentia, agora os pés, depois as mãos, mais adiante a cabeça. Sentia-o todo de uma só vez. Quando chegava a esta fase, recolhia-me instantaneamente a um canto perdido do meu cérebro, sendo a sensação de hipervelocidade muito real e, sem paradoxos, a minha pequenez entrava em sintonia com o meu ser.
Esse canto perdido do meu cérebro tinha a forma infinitamente grande de um rectângulo. Neste, eu viajava quase incessantemente entre os cantos do mesmo. Curiosas eram as sensações que ia tendo. Num dos cantos eu podia ser uma partícula infinitamente pequena, áspera e com curvas concêntricas. Só consigo, para a descrever, ter uma imagem aproximada desta partícula quando penso em pedra pomes, embora esta não tenha a densidade correcta.
A melhor imagem que tenho para a descrever, são os desperdícios de metal numa fundição, não sei se é disso que se trata, mas caracteriza-se pela sua forma irregular, como se tivesse liquefeito a borbulhar e se solidifica-se instantaneamente, numa forma preta carbonizada, com as bolhas rebentadas como se de crateras se tratasse e uma densidade imensa o que lhe dá peso e dureza. Creio que já vi formas análogas à que estou a tentar descrever, em imagens microscópicas bidimensionais.
Quando era deslocado para o canto oposto, via-me transformado em matéria suave, antagónica à aspereza anterior, diametralmente oposto ao que pesava, e infinitamente grande, perdendo a noção do rectângulo. Tenho ainda mais dificuldade em descrever este estado, mas, muito grosseiramente, era como se de uma nuvem se tratasse. Compreendo agora que era de diferentes densidades que se tratava, como se comprimisse ou expandisse todo o universo, tornando-o numa massa infinitamente pequena ou infinitamente grande.
Hoje acordei com essa sensação. Foi presente, mas fugidia. Senti-a instantaneamente e involuntariamente uma pequena porção de vezes. Não tive o sentimento de pânico de outrora, apenas a sensação paradoxal de me sentir infinitamente grande e infinitamente pequeno, dentro do meu corpo.
Foi de novo, um vislumbre dos meus salad days.”
segunda-feira, julho 07, 2008
graffiti
É um facto que Graffiti não é um acto de vandalismo, quando muito é um acto subversivo e antes de tudo é arte. Também é verdade que muita coisa a que se chama Graffiti não passam de actos de vandalismo. Mas qual é a diferença entre os dois? É uma fronteira indefinida, como a fronteira entre Portugal e Espanha naquela vila, cuja nome não me recordo, que muda a linha divisória consoante os interesses dos seus habitantes. Ora um dia são espanhóis, ora no outro são portugueses. Mas voltando ao Graffiti, podemos ler na Wikipédia uma definição bastante aceitável em português ou uma definição mais completa em inglês.
Fiquemos então com estes três exemplos.


Fiquemos então com estes três exemplos.
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quarta-feira, julho 02, 2008
s. joão
Ando desaparecido, mas o trabalho assim o obriga e serve como uma excelente desculpa para por aqui não passar. Hoje, apenas deixo imagens do fogo de S. João. Na verdade, do local onde me encontrava, apenas conseguia ver um pequeno pedaço de céu.


















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quarta-feira, maio 28, 2008
L.
A si L., a minha singela homenagem. Obrigado.
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terça-feira, abril 22, 2008
a menina com olhos de janela
Era uma vez uma menina muito bonita. Aparentemente não tinha nada, mas na verdade a menina tinha um pequeno problema. Invés de fruir de dois olhos como todas as outras pessoas, a menina possuía duas janelas no seu lugar. Esta situação era um pequeno embaraço porque a menina tinha que andar sempre com uns grandes e redondos óculos escuros, minimizando assim o problema. No entanto as pessoas começaram a achar estranho a menina nunca tirar os óculos, fizesse sol ou fizesse chuva, fosse dia ou fosse noite.
Certo dia, alguém se lembrou que aquela situação não podia continuar assim, pois aqueles óculos escuros escondiam alguma coisa de mal. Talvez os olhos da menina lançassem feitiços ou pior ainda, raios fulminantes como aqueles dos filmes de ficção científica com monstros extraterrestres e robôs.
- Isto tem que acabar – disse alguém – hoje vamos tirar-lhe os óculos da cara!
Assim, todas as pessoas se juntaram e quando a menina saiu de casa, agarraram-na e tiraram-lhe os óculos.
Ahhh! – exclamaram todos – Mas tem janelas no lugar dos olhos!
Logo houve alguém que notou algo extraordinário. Através das janelas via-se a própria alma da menina. – Olhem, vê-se a alma da menina!
Todos olharam e o que viram era bonito, ainda mais bonito do que a menina. Via-se tudo o que existe numa alma e ficava-se a conhecer a menina totalmente, ficava-se a saber que a menina era bondosa e não tinha maldade nenhuma dentro dela.
O que ninguém se lembrou é que as janelas antes de servirem para ver para dentro, servem para ver para fora. Isto significava que a menina via através das suas janelas as almas de todas as outras pessoas e por vezes até tinha medo do que via e virava a cara para o lado, chegando a sentir horror.
De repente alguém se lembrou: - Mas as janelas antes de servirem para ver para dentro, servem para ver para fora!
- É verdade? – perguntou alguém à menina.
- Sim, disse a menina, basta olhar para dentro dos vossos olhos como vocês olham para dentro das minhas janelas. Afinal os olhos são as janelas da alma.
De imediato, todos ficaram muito envergonhados e a olhar uns para os outros. Largaram a menina e aos poucos, mas rapidamente, voltaram para casa.
No dia seguinte, quando a menina saiu de casa, já não era uma estranha no meio da multidão, pois todas as pessoas usavam uns grandes e redondos óculos escuros.
Certo dia, alguém se lembrou que aquela situação não podia continuar assim, pois aqueles óculos escuros escondiam alguma coisa de mal. Talvez os olhos da menina lançassem feitiços ou pior ainda, raios fulminantes como aqueles dos filmes de ficção científica com monstros extraterrestres e robôs.
- Isto tem que acabar – disse alguém – hoje vamos tirar-lhe os óculos da cara!
Assim, todas as pessoas se juntaram e quando a menina saiu de casa, agarraram-na e tiraram-lhe os óculos.
Ahhh! – exclamaram todos – Mas tem janelas no lugar dos olhos!
Logo houve alguém que notou algo extraordinário. Através das janelas via-se a própria alma da menina. – Olhem, vê-se a alma da menina!
Todos olharam e o que viram era bonito, ainda mais bonito do que a menina. Via-se tudo o que existe numa alma e ficava-se a conhecer a menina totalmente, ficava-se a saber que a menina era bondosa e não tinha maldade nenhuma dentro dela.
O que ninguém se lembrou é que as janelas antes de servirem para ver para dentro, servem para ver para fora. Isto significava que a menina via através das suas janelas as almas de todas as outras pessoas e por vezes até tinha medo do que via e virava a cara para o lado, chegando a sentir horror.
De repente alguém se lembrou: - Mas as janelas antes de servirem para ver para dentro, servem para ver para fora!
- É verdade? – perguntou alguém à menina.
- Sim, disse a menina, basta olhar para dentro dos vossos olhos como vocês olham para dentro das minhas janelas. Afinal os olhos são as janelas da alma.
De imediato, todos ficaram muito envergonhados e a olhar uns para os outros. Largaram a menina e aos poucos, mas rapidamente, voltaram para casa.
No dia seguinte, quando a menina saiu de casa, já não era uma estranha no meio da multidão, pois todas as pessoas usavam uns grandes e redondos óculos escuros.
terça-feira, janeiro 22, 2008
situações
Chega o metro à paragem, ainda em desaceleração, e reparo num "personagem", daqueles pitorescos, que em todas as cidades se podem encontrar. Era homem para ter os seus 60 anos, usava um barrete vermelho e branco, o que o destacava no meio dos outros passageiros.
Entro e encosto-me à porta oposta à da entrada, ficando de frente para o lugar onde viajava o nosso amigo. Este, orgulhosamente, segurava uma bandeira do Leixões e trazia amarrado ao seu braço um cachecol do mesmo clube. Era um indivíduo de cara marcada pelo tempo, onde rios de lava tinham cavado fortes vincos e deixado um bronzeado notável. Tudo levava a crer tratar-se de um homem do mar.
Não tardou muito a confirmar-se a minha suspeita. O homem dirige a palavra para a jovem que viajava sentada à sua frente e pede-lhe para segurar, por favor, na preciosa representante do clube. A jovem, talvez um pouco embaraçada pela abordagem feita de uma forma pouco comum ou pela suspeita do carácter peculiar do homem, segurou na bandeira pelo topo e apenas com dois dedos como se de uma pinça se tratassem.
O homem dobrou-se , metendo a mão na saca que jazia a seus pés. Ao retirar a mão, ergueu-a e exclamou numa voz rouca: - Sardinha do nosso mar.
Na sua mão era bem visível, a espreitar entre os dedos, espécimes do tão bem anunciado peixe.
Sem dúvida, este era um homem digno e orgulhoso dos seus ídolos: o Leixões e o Mar.
Entro e encosto-me à porta oposta à da entrada, ficando de frente para o lugar onde viajava o nosso amigo. Este, orgulhosamente, segurava uma bandeira do Leixões e trazia amarrado ao seu braço um cachecol do mesmo clube. Era um indivíduo de cara marcada pelo tempo, onde rios de lava tinham cavado fortes vincos e deixado um bronzeado notável. Tudo levava a crer tratar-se de um homem do mar.
Não tardou muito a confirmar-se a minha suspeita. O homem dirige a palavra para a jovem que viajava sentada à sua frente e pede-lhe para segurar, por favor, na preciosa representante do clube. A jovem, talvez um pouco embaraçada pela abordagem feita de uma forma pouco comum ou pela suspeita do carácter peculiar do homem, segurou na bandeira pelo topo e apenas com dois dedos como se de uma pinça se tratassem.
O homem dobrou-se , metendo a mão na saca que jazia a seus pés. Ao retirar a mão, ergueu-a e exclamou numa voz rouca: - Sardinha do nosso mar.
Na sua mão era bem visível, a espreitar entre os dedos, espécimes do tão bem anunciado peixe.
Sem dúvida, este era um homem digno e orgulhoso dos seus ídolos: o Leixões e o Mar.
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sexta-feira, janeiro 18, 2008
má direcção
Vi uma notícia na televisão que se referia à tentativa de agressão a um director desportivo do Belenenses. Fiquei surpreendido com o fanatismo das pessoas.
Penso que tal fanatismo está mal direccionado ou melhor, a tentativa de agressão está mal direccionada. É um gasto de energia mal empregue.
O que penso na verdade, é que esta raiva deveria ser dirigida aos governantes deste país (deputados incluidos). Estou mesmo a imaginar as pessoas a fazer esperas aos nossos ministros, secretários de estado e deputados para lhes arrear com umas guarda-chuvadas bem dadas.
É bonita a imagem que tenho no cérebro. Será que para evitar tal tratamento os políticos começavam a andar na linha? Será que os nossos deputados pediam para lhes cortarem algumas das muitas regalias que têm? Será que pediam para reduzir o número de deputados para tentar equilibrar as contas do estado?
Realmente sou um alienado ou imaginar políticos que não são seres abjectos, que não são alimárias.
Penso que tal fanatismo está mal direccionado ou melhor, a tentativa de agressão está mal direccionada. É um gasto de energia mal empregue.
O que penso na verdade, é que esta raiva deveria ser dirigida aos governantes deste país (deputados incluidos). Estou mesmo a imaginar as pessoas a fazer esperas aos nossos ministros, secretários de estado e deputados para lhes arrear com umas guarda-chuvadas bem dadas.
É bonita a imagem que tenho no cérebro. Será que para evitar tal tratamento os políticos começavam a andar na linha? Será que os nossos deputados pediam para lhes cortarem algumas das muitas regalias que têm? Será que pediam para reduzir o número de deputados para tentar equilibrar as contas do estado?
Realmente sou um alienado ou imaginar políticos que não são seres abjectos, que não são alimárias.
domingo, janeiro 13, 2008
escrita automática
Soltem-me os anjos como cães raivosos,
porque de fantasias eu não tenho medo.
As musas, como raivosas meretrizes,
atacam tudo que ande, gatinhe ou rasteje.
Do lado de lá da rua os alucinados flamejam
e com eles serpentes de ferro e aço combatem,
os jogos de palavras, com amor.
Os automatismos na escrita abrem percepções.
porque de fantasias eu não tenho medo.
As musas, como raivosas meretrizes,
atacam tudo que ande, gatinhe ou rasteje.
Do lado de lá da rua os alucinados flamejam
e com eles serpentes de ferro e aço combatem,
os jogos de palavras, com amor.
Os automatismos na escrita abrem percepções.
futebol e língua portuguesa
Alguém me alertou para a pouca defesa da língua portuguesa no site da primeira liga de futebol portuguesa (será?).
Na realidade, eu não dou tanta importância como isso ao futebol, mas também não sou um fanático anti-futebol. Uma coisa eu sei! O futebol é um fenómeno sociológico que interessa a uma grande parte da sociedade portuguesa. Ora se assim é, deveria haver mais controlo sobre o que se escreve num site que é dedicado, entre outras, à primeira liga de futebol portuguesa (?). Afinal devem ser muitos os que o consultam e, consultar algo bilingue como é este site, não é muito pedagógico. Mas também, quem é que está preocupado com isso?... Bom, eu pelo menos estou.
Consultem a classificação e digam-me o que significam as letras no topo da tabela classificativa.
Ou vejam as estatísticas nos detalhes de um dos jogos.
Na realidade, eu não dou tanta importância como isso ao futebol, mas também não sou um fanático anti-futebol. Uma coisa eu sei! O futebol é um fenómeno sociológico que interessa a uma grande parte da sociedade portuguesa. Ora se assim é, deveria haver mais controlo sobre o que se escreve num site que é dedicado, entre outras, à primeira liga de futebol portuguesa (?). Afinal devem ser muitos os que o consultam e, consultar algo bilingue como é este site, não é muito pedagógico. Mas também, quem é que está preocupado com isso?... Bom, eu pelo menos estou.
Consultem a classificação e digam-me o que significam as letras no topo da tabela classificativa.
Ou vejam as estatísticas nos detalhes de um dos jogos.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
domingo, dezembro 02, 2007
pasmo
Hoje, num bar, ouvi a amiga de uma amiga minha dizer-lhe: - Agora que estou grávida posso abusar um bocado e aproveitar a situação. Estou deitada no sofá e digo-lhe a ele que me apetecia, uma torrada, por exemplo, e ele levanta-se e vai fazer a torrada. Por vezes nem tenho muita vontade, mas tenho que aproveitar.
Eu fico pasmado, pois antes da G. me deixar eu realizava-lhe esses desejos e ela nunca esteve grávida nem precisava, para que eu lhe satisfizesse esses pequenos caprichos. Custava-me tanto a mim como custaria a ela, levantar-se e ir pegar o que queria, mas sempre pensei que satisfazer-lhe essas vontades era uma prova de amor e afecto. Nunca esperei que ela fizesse o mesmo por mim. Acredito que se eu estivesse à espera de igual tratamento em troca do que eu lhe dava, não seria uma prova de amor mas sim uma troca de favores.
Eu fico pasmado, pois antes da G. me deixar eu realizava-lhe esses desejos e ela nunca esteve grávida nem precisava, para que eu lhe satisfizesse esses pequenos caprichos. Custava-me tanto a mim como custaria a ela, levantar-se e ir pegar o que queria, mas sempre pensei que satisfazer-lhe essas vontades era uma prova de amor e afecto. Nunca esperei que ela fizesse o mesmo por mim. Acredito que se eu estivesse à espera de igual tratamento em troca do que eu lhe dava, não seria uma prova de amor mas sim uma troca de favores.
sexta-feira, novembro 30, 2007
felicidade
Num destes dias de verão, fui com uma amiga que eu muito prezo, comer um gelado numa famosa geladaria do centro da cidade. A geladaria, ainda com a sua, agora actualizadíssima, decoração anos 70, é uma das minhas preferidas, não pela dita decoração, já que não me revejo em movimentos retro, mas pela qualidade dos seus gelados, que é afinal o mote do estabelecimento.
Enquanto degustava o meu gelado com um comprazimento infantil, levantei os olhos e notei que a minha amiga me observava com um sorriso de felicidade no rosto, um sorriso que era não só demonstrado pela sua boca, mas por todo o seu rosto com particular efusão dos seus olhos. Era um verdadeiro sorriso de felicidade, um daqueles sorrisos contagiosos que nos deixam também a nós quentinhos por dentro, tamanha é a felicidade irradiada.
Isto é a felicidade! Não esperar nada e de repente ver num sorriso um sentimento ao qual não conseguimos escapar. Vale a pena estarmos vivos e atentos para chocarmos, sem contar, com o sentimento de felicidade.
Ando quase sempre acompanhado da máquina fotográfica e tenho pena de não ter captado aquele sorriso, mas por outro lado prefiro mantê-lo na memória de onde dificilmente se desvanecerá e onde, com o tempo, será cada vez mais enriquecido.
Enquanto degustava o meu gelado com um comprazimento infantil, levantei os olhos e notei que a minha amiga me observava com um sorriso de felicidade no rosto, um sorriso que era não só demonstrado pela sua boca, mas por todo o seu rosto com particular efusão dos seus olhos. Era um verdadeiro sorriso de felicidade, um daqueles sorrisos contagiosos que nos deixam também a nós quentinhos por dentro, tamanha é a felicidade irradiada.
Isto é a felicidade! Não esperar nada e de repente ver num sorriso um sentimento ao qual não conseguimos escapar. Vale a pena estarmos vivos e atentos para chocarmos, sem contar, com o sentimento de felicidade.
Ando quase sempre acompanhado da máquina fotográfica e tenho pena de não ter captado aquele sorriso, mas por outro lado prefiro mantê-lo na memória de onde dificilmente se desvanecerá e onde, com o tempo, será cada vez mais enriquecido.
quinta-feira, novembro 15, 2007
sem muito para dizer
Não, não abandonei o meu blog, pura e simplesmente, e até ao final deste mês, não vou ter grandes hipóteses de colocar grande coisa por aqui.
terça-feira, setembro 25, 2007
TIC
De novo sinto revolverem-se-me as entranhas!
Dois assuntos: as aulas de TIC para os 7º e 8º anos, em detrimento do 10º ano; a prevista escolaridade obrigatória até ao 12º para 2009.
O vulgar cidadão não se apercebe como é promiscua esta troca pois, para ser breve na explicação e deixar quem me lê a pensar, a realidade é que acabou a disciplina de TIC no 10º ano e não foi criada nos 7º e 8º anos. A disciplina foi na verdade encapsulada numa disciplina já existente a que se chama Área de Projecto (AP). Com esta mudança, os nossos governantes matam dois coelhos com uma cajadada só. Parecem preocupados com a qualidade do ensino, que cada vez mais desprezam, e retiram lugares aos professores de TIC. Isto acontece porque qualquer professor pode dar AP, visto não ser necessário uma especialização qualquer por parte dos professores para a leccionar. A promiscuidade começa logo a surgir aqui, quando a senhora ministra (ou deverei dizer sinistra?), resolve encapsular as TIC na AP. É que para além do que atrás foi escrito, ao não ser exigido aos professores saberem informática (e muitos não sabem nada) , estes, como é óbvio, não darão TIC na AP. Mas parece-me que ninguém está preocupado com isto.
A escolaridade obrigatória até ao 12º, trará muitas maleitas. A que é mais falada no seio dos profissionais da educação é que: se os alunos já são indisciplinados e faltam demasiado às aulas, vai ser ainda mais difícil controlar alunos quase na idade adulta ou mesmo já adultos. Alguns professores já temem esse dia. A maleita que a mim me parece ser pior é o perigo de se colocarem crianças junto com novos adultos. Não tardará com certeza daqui a alguns anos e após a entrada em vigor da escolaridade obrigatória para 18 anos, aparecerem pais a queixarem-se que determinado aluno ou alunos, maltrataram as suas filhas.
Dois assuntos: as aulas de TIC para os 7º e 8º anos, em detrimento do 10º ano; a prevista escolaridade obrigatória até ao 12º para 2009.
O vulgar cidadão não se apercebe como é promiscua esta troca pois, para ser breve na explicação e deixar quem me lê a pensar, a realidade é que acabou a disciplina de TIC no 10º ano e não foi criada nos 7º e 8º anos. A disciplina foi na verdade encapsulada numa disciplina já existente a que se chama Área de Projecto (AP). Com esta mudança, os nossos governantes matam dois coelhos com uma cajadada só. Parecem preocupados com a qualidade do ensino, que cada vez mais desprezam, e retiram lugares aos professores de TIC. Isto acontece porque qualquer professor pode dar AP, visto não ser necessário uma especialização qualquer por parte dos professores para a leccionar. A promiscuidade começa logo a surgir aqui, quando a senhora ministra (ou deverei dizer sinistra?), resolve encapsular as TIC na AP. É que para além do que atrás foi escrito, ao não ser exigido aos professores saberem informática (e muitos não sabem nada) , estes, como é óbvio, não darão TIC na AP. Mas parece-me que ninguém está preocupado com isto.
A escolaridade obrigatória até ao 12º, trará muitas maleitas. A que é mais falada no seio dos profissionais da educação é que: se os alunos já são indisciplinados e faltam demasiado às aulas, vai ser ainda mais difícil controlar alunos quase na idade adulta ou mesmo já adultos. Alguns professores já temem esse dia. A maleita que a mim me parece ser pior é o perigo de se colocarem crianças junto com novos adultos. Não tardará com certeza daqui a alguns anos e após a entrada em vigor da escolaridade obrigatória para 18 anos, aparecerem pais a queixarem-se que determinado aluno ou alunos, maltrataram as suas filhas.
segunda-feira, setembro 10, 2007
sentimento
Sim, por cá também há musas e isto faz-me lembrar porque é que tenho orgulho em ser português... por vós.
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