quarta-feira, janeiro 02, 2013

2012 - pequena retrospectiva fotográfica

Algumas fotos tiradas em 2012.

 Fevereiro

Junto ao tribunal

Março

Mexefest

Mexefest

Mexefest

Mexefest

Passos Manuel

Abril

Ria

Ria

Ria

Maio

Caramulo

Caramulo

Concerto dos Bicho

Junho

S. João

S. João

S. João

S. João

Echo & Bunnymen

Julho

Rio Douro

Eyvind Kang e Jessica Kenney

Hugo Danin Trio

Hugo Danin Trio

Agosto

Matosinhos

Foz do Douro

Foz do Douro

Foz do Douro

Foz do Douro

Foz do Douro

Foz do Douro

Foz do Douro

Feira medieval - S. Maria da Feira

Feira medieval - S. Maria da Feira

Feira medieval - S. Maria da Feira

Feira medieval - S. Maria da Feira

Feira medieval - S. Maria da Feira

Setembro

Manif indignação

Manif indignação

Manif indignação

Manif indignação

Teatro de Robertos

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Lua

Outubro

Marginal - Gaia

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Manobras - Porto

Que se lixe a troika

Que se lixe a troika

Telhado

Rivoli

Que se lixe a troika

Que se lixe a troika

Que se lixe a troika

Dezembro

Chocolates da chocolataria Equador

Miss'Opo

Plano B
 

quarta-feira, julho 04, 2012

Concerto dos Echo & the Bunnymen

A A. ofereceu-me como presente de aniversário, um livro de poesia e dois bilhetes para o concerto dos Echo & the Bunnymen que se realizou,  sábado passado, na Serra do Pilar. O local é espectacular, não fosse uma "varanda" em Gaia com vista privilegiada para o Porto e o rio. O concerto foi muito bom.

Ofereci um dos bilhetes à minha irmã por saber que ela aprecia a banda, não tivesse sido esta a primeira banda que ela viu num concerto ao vivo, no Infante Sagres em 1985. Disse ela que reconheceu muitas caras dessa época. Eu próprio constatei isso. Interessante e curioso foi o facto de algumas dessas pessoas estarem acompanhadas pelos filhos(as). É quase como se de repente descobrisse que afinal nós (a minha geração), também envelhecemos :-)

No final do concerto, e embora distantes, ainda tivemos a oportunidade de assistir ao fogo de S. Pedro na Afurada.

Obrigado A. pela oferta dos bilhetes e sobretudo pela companhia que eu muito prezo.








terça-feira, abril 17, 2012

"Os políticos tiveram de procurar ofícios honestos; alguns foram bons cómicos ou bons curandeiros."

Borges, Jorge Luis - O livro de areia. Lisboa: Quetzal Editores, 2012, 978-972-564-993-0

domingo, fevereiro 19, 2012

“a pós-escravatura explicada às criancinhas”

«Os escravos do século XXI não precisam ser caçados, transportados e leiloados através de complexas e problemáticas redes comerciais de corpos humanos. Existe um monte deles formando filas e implorando por uma oportunidade de trocar suas vidas por um salário de miséria. O “desenvolvimento” capitalista alcançou um tal nível de sofisticação e crueldade que a maioria das pessoas no mundo tem de competir para serem exploradas, prostituídas ou escravizadas.»

Luther Blissett
Banco de citações da Wikipédia


Nos meus passeios virtuais, descobri este site com a seguinte frase de Nelson Mandela, que me parece enquadrar-se neste post:

"Education is the most powerful weapon which you can use to change the world."

Traduzindo a grosso modo dá qualquer coisa como:

"A educação é a arma mais poderosa que podes usar para mudar o mundo."

Deixou-me a pensar. Compreendi então porque é que qualquer governo eleito ou não pelo povo, tenta sempre destruir a educação pública.

terça-feira, novembro 01, 2011

Amplifest

Este fim-de-semana tive a oportunidade de assistir por dentro, a um excelente festival que passou despercebido para os mais distraídos. Como alguém disse, um festival para melómanos. O Amplifest.

Como leigo na matéria, facilmente confundiria o festival com um festival de metal. Na verdade havia muito mais do que isso, embora andasse por perto.

Desta vez não foi só o público que me fascinou, mas também as bandas, os seus elementos e a organização do festival. Uma vez mais fiquei maravilhado com a postura (de melómanos, sem dúvida) dos participantes do festival, desta feita: público; bandas; organização.

O que me agradou:
O público - porque aparece para ouvir o que gosta ou não soubesse muito bem o que quer;
As bandas - porque levam a sério o que fazem, pela troca de conhecimentos entre bandas e pelo entusiasmo que colocaram ao participar também enquanto público;
A organização - porque tudo fez para que o festival corresse tão bem como correu.

Testemunhei, talvez por tudo isto, às longas, dolorosas e sentidas despedidas entre as bandas e a organização + staff do festival.


Passemos ao festival em si.

Decorreu no Porto, nas duas salas do Hardclub, nos dias 29 e 30 deste mês de Outubro. O Amplifest, organizado pela Amplificasom, apresentou um cartaz soberbo com bandas que vieram desde o Japão, EUA, Inglaterra, Itália, França, Espanha...

Dia 29
17.00h – EAK – sala 1
17.30h – Suzuki Junzo – sala 2

18.15h – Cuzo – sala 1

18.15h – (filme) Blood sweat + vinyl – sala 2
19.45h – Sungrazer – sala 1

20.15h – Stearica – sala 2

21.00h – Rorcal & Solar Flare – sala 1

21.30h – Mugstar – sala 2

22.15h – Rise and Fall – sala 1

23.00h – Ovo – sala 2

23.45h – Jesu – sala 1

01.00h – Drumcorps – sala 2


Dia 30

16.00h – L’enfance Rouge – sala 1

16.00h – (filme) Soldier of the road – sala 2

17.15h – Enablers – sala 1

18.00h – Witchburn – sala 2

18.30h – Bardo Pond – sala 1

19.15h – Dirge – sala 2

20.15h – Process of Guilt – sala 1

20.45h – Barn Owl – sala 2

21.45h – Acid Mothers Temple – sala 1

22.30h – Orthodox – sala 2

23.30h – Godflesh – sala 1


Coloco aqui 3 fotos de outras tantas bandas de que gostei. Seria mais fácil dizer as que não gostei pois gostei de muitas outras, mas optei por colocar apenas estas 3 fotos talvez porque… nem sei, mas agora que olho para elas, coincidentemente encontro em todas elas o meu instrumento preferido, o baixo. Quererá isso dizer que foi o que me fez escolhê-las? Talvez.



Ovo - Ok, talvez esta seja a minha preferida.



Stearica



Godflesh

sábado, agosto 13, 2011

vagos open air 2011

Na passada sexta, dia 5 de Agosto, fui ao festival Vagos Open Air 2011. Sendo um festival de verão com pouca divulgação, o melhor será explicar que se trata de um festival de metal. Já vai na sua terceira edição e aspira a ser o maior festival de metal em Portugal.

Mas porque escrevo aqui a minha ida ao festival? A razão é simples e passo a explicar.

Não sou um apreciador convicto de metal, embora aprecie este ou aquele grupo e este ou aquele tema. Foi então através do convite de um amigo (D) que fui ao festival. Como D teve a trabalhar até ao final da tarde, fomos assistir apenas às três últimas bandas do dia e se estávamos lá porque D aprecia mais os Anathema, eu apreciei sobretudo os Opeth. Mas esta será a introdução à razão que me leva a “postar”. A verdadeira razão foi o facto de ter ficado surpreendido com o público do festival.

Por ignorância minha e preconceito ou criação de ideias estereotipadas, sempre pensei que um festival de metal fosse um “palco de javardice” onde reinaria o caos e a desordem. Pois peço desculpa a toda a comunidade metálica, estava completamente enganado.

Comentei isto mesmo com o D, que vai ao festival desde a primeira edição e ele respondeu-me que é sempre assim, as pessoas é que têm uma ideia errada sobre os apreciadores de Metal. E é isso mesmo, a questão é os apreciadores… dei comigo a pensar que o público do festival é um público muito concreto e com uma dedicação muito similar, por exemplo, à dedicação de um público que vai assistir a um concerto de música clássica ou a um concerto de jazz.

O público que encontrei é completamente oposto ao público que se encontra nos festivais de Verão. Normalmente estes últimos estão lá para “marcar pontos” ou seja ter mais um “carimbo na colecção” (pulseira) que vão disputar com outros, sendo que, “ganha” o que tiver mais pulseiras ou histórias para contar (leia-se bebedeiras e afins).

O público do Vagos Open Air é um público maduro e civilizado (o que é isso, civilizado?) que sabe o que quer e porque vai ao festival. São apreciadores de metal e estão ali para apreciar metal. Bebedeiras e afins podem usufruir delas sem ter que pagar um bilhete de 30 ou 50 euros. Pagaram para ouvir as bandas em palco e acreditem que o fazem atentamente e com um espírito critico apurado. Bebe-se e muito, mas não se cai de bêbado (talvez porque se come também). Ouve-se boa música e o resto da “festa” fica para depois da actuação dos grupos.

Ao jeito de conclusão direi que é um festival que se aconselha a quem gosta de metal ou quer conhecer o que é metal e é um festival onde faço questão de lá voltar para o próximo ano.


terça-feira, abril 05, 2011

adeus

A minha singela homenagem a uma verdadeira matriarca. Deixa saudades.
Recordo as tardes de jogos de cartas. Recordo com carinho os bolos e os biscoitos com que me empanturrava (como se eu não gostasse).
Obrigado M. por partilhar comigo o seu universo.


terça-feira, março 08, 2011

esta nem no Fantas

Nem no FantasPorto vi tanto medo. LOL

dedicatória musical

Esta música é dedicada naturalmente a ela.


domingo, fevereiro 13, 2011

aiku VI

o teu sorriso
e as amendoeiras,
belos e em flor.

aiku V

o meu primeiro
pensamento de manhã
é só para ti.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

o amor é monótono

Hoje, em conversa com uma amiga (M) e um amigo (T), dizia eu que gosto de tratar bem as mulheres por quem me apaixono. Dizia M que isso era por eu ser boa pessoa e que no amor também tem que haver alguma violência. Talvez por isso é que a minha relação mais duradoira, só tenha resistido oito anos. Concordo que tratar bem alguém possa ser monótono, mas eu só sei ser assim. E M insistia dizendo que assim só consigo amizade.

Talvez seja estranha a minha maneira de ver o amor, mas vejo-o assim, “monótono” ou seja, amando sempre. Talvez por não ser uma pessoa violenta. Talvez por pensar que é assim que as pessoas gostam de ser tratadas. Talvez esteja enganado. Mas que fazer? Adoro fazer os outros felizes porque não hei-de querer fazer felizes as mulheres a quem amo?

Na verdade sempre pensei que as mulheres gostam é que as façam sofrer, que as façam sentir inseguras, mas também sempre disse que eu não o consigo fazer. Quando se ama, ama-se e ponto final.

Também penso que amar não é anularmo-nos enquanto indivíduos, não quero que pensem isso. Amar é manterem, os dois, a sua própria personalidade, formando uma terceira que é comum aos dois.

concerto mão morta

No passado dia 3 fui ver um concerto de Mão Morta ao Rivoli. Foi um concerto com um público morno, talvez derivado ao facto de ser um concerto de lugares sentados.
Assim que possível porei aqui, neste mesmo post, algumas fotos.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

sobre correio electrónico

«O correio electrónico é uma coisa muito engraçada. As pessoas passam-nos pequenas mensagens individuais que não são mais pesadas do que uma pedrinha. Mas não demora muito até adquirirmos uma pilha de pedrinhas mais alta do que nós próprios e mais pesada do que alguma coisa que poderíamos mover, mesmo se a quiséssemos repartir por uma dúzia de viagens. Mas aquele que perdeu tempo a enviar-lhe a pedrinha considera ofensivo o facto de não conseguir dar conta de uma coisa tão minúscula. "Que pilha? É só uma pedrinha!"»

Shirky, Clay - Eles vêm aí. Lisboa: Actual Editora, 2010.
ISBN 978-989-8101-65-5, p. 91

segunda-feira, janeiro 03, 2011

aiku IV

Alta montanha
onde observo o sol
adormecendo.

terça-feira, dezembro 28, 2010

paguem-me as multas a mim também

Ontem, estava a ver um telejornal e entre as notícias sobre a crise financeira que vivemos e as desgraças humanas e naturais que os noticiários tanto gostam de explorar, uma deixou-me boquiaberto e ao mesmo tempo revoltado e preocupado.

Boquiaberto – com a notícia em si mesma: “o estado vai passar a pagar as multas dos partidos políticos.”

Cada vez mais, neste país, a realidade se parece com a ficção; cada vez mais me parece que estamos a viver O triunfo dos porcos. Para os mais distraídos, O triunfo dos porcos é um livro de George Orwell, com o título original Animal farm e editado pela primeira vez em 1945. Existem diversas traduções do título (e do livro), mas parece-me para o caso que esta tradução assenta melhor.

Não é difícil encontrar informação na Internet sobre o livro, mas curioso e irónico é verificar que faz parte das recomendações de leitura do programa de Português do 9º ano de escolaridade.

Citado no site: http://www.wook.pt/ficha/o-triunfo-dos-porcos/a/id/65444

“Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado no programa de português do 9º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula - Grau de Dificuldade II.

Publicado pela primeira vez em 1945, O Triunfo dos Porcos transformou-se na clássica fábula política deste século. Acrescentando-lhe a sua marca pessoal de mordacidade e perspicácia, George Orwell relata a história de uma revolução entre os animais de uma quinta e o modo como o idealismo foi traído pelo poder, pela corrupção e pela mentira.

O Triunfo dos Porcos de George Orwell”

Revoltado – não me parece muito difícil perceber porquê, mas uma vez mais para os mais distraídos, depois de acabar de ouvir falar sobre a crise financeira, onde os salários vão baixar efectivamente ou virtualmente através do aumento de impostos, é naturalíssimo ficar revoltado e ofendido com quem tem o poder de decisão neste país.

Uma vez mais a realidade aproxima-se da ficção: “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros.”

Preocupado – com o futuro. Onde vamos parar?

Não sou estúpido ao ponto de dizer que, antes de haver a revolução na “quinta”, estávamos melhor, mas sou suficientemente inteligente para perceber que as diferenças são cada vez mais ténues. Arriscaria quase a dizer que a grande diferença é ainda poder, mais ou menos, usufruir da liberdade de expressão.

Mas outras preocupações perturbam a minha paz de espírito.

Eu sou um defensor da utilização dos transportes públicos que uso autonomamente desde os meus dez anos de idade. Estes são um óptimo barómetro para medir o mal-estar de um povo. Claro que os nossos políticos não usam transportes públicos e quando digo políticos refiro-me principalmente aos “nossos” deputados. Passo então a escrever algumas frases ouvidas nos transportes públicos, que sintetizam o sentir de um povo (por decência, pudor ou falta de coragem, decidi não colocar textualmente alguns dos epítetos com que são premiados os políticos deste país).

“É tudo uma cambada de ladrões.”

“A merda é a mesma, mudaram foram as moscas.” ou “A pia é a mesma, mudaram foram os porcos.”

“Era pôr uma bomba no parlamento e mandá-los a todos pelo ar.”

“São todos uns filhos da p***, querem é ir para lá mamar.”

E a minha preferida, talvez porque me fazer lembrar a aldeia de Asterix e Obélix:

“O pessoal juntava-se à porta do parlamento e quando os deputados estivessem a sair, um gajo dava-lhes um arraial de porrada com cacetes, à moda antiga. A ver se eles não atinavam logo dos cornos! Começavam logo a cagar fininho.”

Para terminar, enquanto português sinto vergonha de ter como deputados seres tão indescritíveis como aqueles que estão no parlamento e com quem eu não me identifico. Borrava a minha cara com merda cada vez que votasse em alguma coisa da qual o principal beneficiado fosse eu ou o meu partido! Isso lembra-me a questão: se a maioria dos votos numa eleição forem brancos, como é que será depois?

Se fosse como esta gente criava um partido e criaria benefícios só para quem fosse “mais animal que os outros”. Ah, pois! Eles já fizeram isso.

domingo, dezembro 26, 2010

quem é que anda aí?

Andamos sempre em busca de alguém e alguém anda sempre por aí, mas nunca sabemos quem por aí anda.
E pergunto eu, - Quem é que anda aí?
E alguém me responde?...

sábado, dezembro 11, 2010

aiku III

gosto do cheiro
dessa erva cortada,
eu sobre ela

segunda-feira, novembro 29, 2010

eles vêm aí

"Tudo aquilo que aumenta a nossa capacidade de partilhar, coordenar ou agir aumenta a nossa liberdade para tentarmos atingir os nossos objectivos ao lado uns dos outros."

Shirky, Clay - Eles vêm aí. Lisboa: Actual Editora, 2010.
ISBN 978-989-8101-65-5, p. 115