quinta-feira, janeiro 18, 2007
segunda-feira, janeiro 15, 2007
relações efémeras
P., um conhecido meu, manifestou uma opinião pessoal interessante.
Nos dias de hoje, - diz ele - as pessoas partem de ânimo leve para uma relação a dois, já com a ideia de que a qualquer momento podem sair da relação como se sai a meio de um filme do qual não se está a gostar.
Pensamento interessante este e que, mais uma vez, caracteriza a sociedade contemporânea, onde quase tudo é efémero.
Nos dias de hoje, - diz ele - as pessoas partem de ânimo leve para uma relação a dois, já com a ideia de que a qualquer momento podem sair da relação como se sai a meio de um filme do qual não se está a gostar.
Pensamento interessante este e que, mais uma vez, caracteriza a sociedade contemporânea, onde quase tudo é efémero.
sábado, janeiro 13, 2007
conceito de liberdade (parte II)
Exige-se uma explicação para a definição de liberdade proposta anteriormente ou, pelo menos, exige-se saber como apareceu.
Este pensamento de liberdade, aparece como oposição aquilo em que se tornou o trabalho e quando digo trabalho, falo de meio de subsistência. Acredito que o trabalho se transformou numa nova forma de escravatura. Esta escravatura é notória através do medo que os indivíduos, pertencentes ao proletariado, têm de perder o seu meio de subsistência.
Este medo, leva a que os indivíduos, trabalhem para além do horário normal de trabalho, sem no entanto serem remunerados por tal. O facto de muitas destas pessoas não possuírem um contrato efectivo de trabalho, provoca um medo ainda maior que, caindo no exagero, diria roçar o pânico.
Acredito que o isolamento a que a sociedade se tem entregue e a descrença nas entidades de defesa de colectivos, refiro-me não só a partidos políticos, mas também a sindicatos e associações de defesa de colectivos, ajuda o colectivo patronal, a começar pelo Estado, a aumentar a pressão sobre os empregados. Acredito mesmo que o Estado, com medidas como por exemplo, os recibos verdes, acaba por ser um, senão o, principal promotor das injustiças laborais hoje existentes. De referir ainda, que a descrença nas associações de defesa de colectivos, advém sobretudo da inércia por estas demonstrada.
Gosto de pensar pela minha cabeça, de analisar o que me rodeia e chegar às minhas conclusões, mesmo que partam de ideias empíricas, formuladas a partir do meu senso comum. É com algum orgulho que revejo, à posterior, as minhas ideias coincidirem com teorias fundamentadas. Neste caso, ouvi o ex-reitor da Universidade de Lisboa, José Barata Moura, dizer qualquer coisa como - Em termos sociais, recuamos para o século XIX, ao período anterior aos grandes movimentos e revoluções sociais.
Se pensarmos bem, são sinais deste tempo, onde os revivalismos são uma constante, revivalismos que, no meu entender, não passam de buscas de uma sociedade desesperada, pelo El Dourado do bem-estar que nunca existiu. O que sempre existiu e me parece esquecido, foi a revolta e capacidade de lutar contra as injustiças sociais e o mal-estar comum.
Mas isto são dinâmicas que não se querem, pois a sociedade contemporânea, alimentada por falsas promessas de lazeres cada vez mais distantes, atrofiou na sua capacidade de reacção e entorpeceu-se, caindo numa inércia profunda onde o simples acto de respirar se tornou um sacrifício, não só pela preguiça, mas também por atrofiamento muscular.
Este pensamento de liberdade, aparece como oposição aquilo em que se tornou o trabalho e quando digo trabalho, falo de meio de subsistência. Acredito que o trabalho se transformou numa nova forma de escravatura. Esta escravatura é notória através do medo que os indivíduos, pertencentes ao proletariado, têm de perder o seu meio de subsistência.
Este medo, leva a que os indivíduos, trabalhem para além do horário normal de trabalho, sem no entanto serem remunerados por tal. O facto de muitas destas pessoas não possuírem um contrato efectivo de trabalho, provoca um medo ainda maior que, caindo no exagero, diria roçar o pânico.
Acredito que o isolamento a que a sociedade se tem entregue e a descrença nas entidades de defesa de colectivos, refiro-me não só a partidos políticos, mas também a sindicatos e associações de defesa de colectivos, ajuda o colectivo patronal, a começar pelo Estado, a aumentar a pressão sobre os empregados. Acredito mesmo que o Estado, com medidas como por exemplo, os recibos verdes, acaba por ser um, senão o, principal promotor das injustiças laborais hoje existentes. De referir ainda, que a descrença nas associações de defesa de colectivos, advém sobretudo da inércia por estas demonstrada.
Gosto de pensar pela minha cabeça, de analisar o que me rodeia e chegar às minhas conclusões, mesmo que partam de ideias empíricas, formuladas a partir do meu senso comum. É com algum orgulho que revejo, à posterior, as minhas ideias coincidirem com teorias fundamentadas. Neste caso, ouvi o ex-reitor da Universidade de Lisboa, José Barata Moura, dizer qualquer coisa como - Em termos sociais, recuamos para o século XIX, ao período anterior aos grandes movimentos e revoluções sociais.
Se pensarmos bem, são sinais deste tempo, onde os revivalismos são uma constante, revivalismos que, no meu entender, não passam de buscas de uma sociedade desesperada, pelo El Dourado do bem-estar que nunca existiu. O que sempre existiu e me parece esquecido, foi a revolta e capacidade de lutar contra as injustiças sociais e o mal-estar comum.
Mas isto são dinâmicas que não se querem, pois a sociedade contemporânea, alimentada por falsas promessas de lazeres cada vez mais distantes, atrofiou na sua capacidade de reacção e entorpeceu-se, caindo numa inércia profunda onde o simples acto de respirar se tornou um sacrifício, não só pela preguiça, mas também por atrofiamento muscular.
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conceito de liberdade
Liberdade, é não ter que pôr o despertador a tocar.
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terça-feira, janeiro 02, 2007
telemóvel ou telepraga
tenho telemóvel há relativamente pouco tempo por isso já posso dizer que pertenço ao grupo de pessoas que têm telemóvel. Mas o que significa isso?
Significa que pertenço ao grupo dos que nunca chegam atrasados aos encontros... ou estão a chegar ou vão a caminho.
Significa que pertenço ao grupo dos que nunca chegam atrasados aos encontros... ou estão a chegar ou vão a caminho.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
sábado, agosto 12, 2006
limpezas
Regressado de férias, há que fazer limpeza à casa.
Os comentários automáticos que tinham chegado a este blog, foram apagados.
Os comentários automáticos que tinham chegado a este blog, foram apagados.
quarta-feira, julho 26, 2006
até nos blogs
Bolas! Um gajo já nem um blog pode ter em paz, pois leva logo com as carraças da publicidade ou do marketing ou do raio que os parta.
Vejam só, mas não cliquem nos links, os comentários que vieram poluir o meu blog... filhos da... a sorte deles é que hoje estou bem disposto e decidi ser politicamente correcto.
Vejam só, mas não cliquem nos links, os comentários que vieram poluir o meu blog... filhos da... a sorte deles é que hoje estou bem disposto e decidi ser politicamente correcto.
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quarta-feira, julho 19, 2006
quarta-feira, junho 21, 2006
Gerês
Bom, deixei a caçada aos trovões, coloquei o mestrado em stand-by e parti para o Gerês. Como não poderia deixar de ser, levei a máquina fotográfica e, das dezenas de fotos que tirei, gostaria de partilhar algumas através deste meu blog.

No dia da chegada, o tempo não se apresentava muito aprazível, mas como já era fim de dia,... tudo bem!
A partir do segundo dia, tudo foi azul.


Chego à conclusão que, se a água é o ouro do século XXI, então o Gerês é um tesouro a conservar.




Como o Homem é um animal de caça, à falta de trovões para seguir, dediquei-me aos répteis. Aqui estão quatro amiguinhos que me fizeram esperar longos minutos (que somados deram perto de duas horas), parado, em silêncio e a torrar ao sol. Mas valeu a pena.




A quietude, o "silêncio" e a grandiosidade de uma obra como a barragem de Vilarinho das Furnas, deixa-me profundamente estarrecido. Fico deslumbrado. Admiro de igual modo a beleza desta parede de betão e a beleza das montanhas que a rodeiam. Para mim fazem parte de um todo, fazem parte da "Natureza".

Que dizer mais... quatro dias não chegam para nada!

No dia da chegada, o tempo não se apresentava muito aprazível, mas como já era fim de dia,... tudo bem!
A partir do segundo dia, tudo foi azul.


Chego à conclusão que, se a água é o ouro do século XXI, então o Gerês é um tesouro a conservar.




Como o Homem é um animal de caça, à falta de trovões para seguir, dediquei-me aos répteis. Aqui estão quatro amiguinhos que me fizeram esperar longos minutos (que somados deram perto de duas horas), parado, em silêncio e a torrar ao sol. Mas valeu a pena.




A quietude, o "silêncio" e a grandiosidade de uma obra como a barragem de Vilarinho das Furnas, deixa-me profundamente estarrecido. Fico deslumbrado. Admiro de igual modo a beleza desta parede de betão e a beleza das montanhas que a rodeiam. Para mim fazem parte de um todo, fazem parte da "Natureza".

Que dizer mais... quatro dias não chegam para nada!
sexta-feira, junho 16, 2006
mestrado
Estou actualmente a fazer o meu segundo ano de tese de mestrado. Por muitas angústias já tenho passado e por muitas outras com certeza vou passar. Creio que aos amigos estas não são visíveis, mesmo àqueles que mais de perto me acompanham. Este facto deve-se talvez a uma postura, que direi muito própria, onde a razão é estar convicto de que, mesmo vivendo 150 anos, este período de tempo é demasiado curto para viver as coisas boas que a vida nos dá. Ora como a vida não são só coisas boas, às coisas más tento dar-lhes o mínimo de tempo de antena, sob o risco de perder demasiado tempo a vivê-las em detrimento do tempo que poderia estar a reservar às coisas boas. Mas atenção, ambas as coisas, boas e más, são e devem ser vividas, apenas o tempo que lhes dedicamos é que deve ser diferente e repito: muito tempo para as coisas boas e pouco tempo para as coisas más.
Vem este discurso todo, para justificar a decisão de partilhar neste blog as reflexões que vão sendo tidas e que serão a partir de hoje aqui mais ou menos colocadas, para reflexão de quem por cá passe e me possa iluminar, questionar ou o que seja.
Neste momento, tenho como objectivo encontrar uma forma não tradicional de utilizar a informática no ensino. Ando às voltas com a aprendizagem colaborativa. Mas vejamos o que vou para já, aqui colocar. No fundo, a minha esperança era a de que pudesse obter aqui, neste blog, um modelo mais ou menos representativo de uma aprendizagem colaborativa e digo, mais ou menos, porque não é muito justo estar aqui à espera de encontrar respostas dadas por outros que não eu, para um mestrado que apenas a mim me diz respeito e a mim me poderá trazer mais valias.
Estão então abertas as “hostilidades”:
A pirâmide esbateu-se e o professor é muitas vezes ultrapassado pelo aluno. O ensino já não é uma pirâmide de conhecimento, em cujo vértice o professor se encontra. Desta forma, a informática trouxe uma democratização do conhecimento, pois este encontra-se disponível para todos os que possam e queiram a ele aceder. O que pode agora a informática trazer de novo?
Os sistemas colaborativos ou cooperativos e o ensino à distância são algumas das respostas possíveis para esta questão. São também formas de combater a exclusão social e uma cultura e ensino de tendência cada vez mais globalizante.
CSCW Computer Supported Collaborative Work em português Trabalho Colaborativo Suportado por Computador, aparece com a possibilidade das comunicações multicast.
Conforme podemos ver nas páginas da Wikipédia e como primeira abordagem algo já satisfatória, a acrescentar à definição da abreviatura, temos:
“De uma forma genérica, o CSCW é uma área científica interdisciplinar que estuda a forma como o trabalho em grupo pode ser suportado por tecnologias de informação e comunicação, de forma a melhorar o desempenho do grupo na execução das suas tarefas.
As pesquisas em CSCW são normalmente caracterizadas em um quadro de duas dimensões: a distância das pessoas cooperando (remota ou localmente), e a forma de comunicação (síncrona ou assíncrona).
O CSCW enquadra-se num domínio científico interdisciplinar, envolvendo diversas áreas científicas, tanto técnicas, como sistemas distribuídos, comunicação multimédia, telecomunicações, ciências da informação, quanto humanas e sociais, como psicologia, percepção e teoria sócio-organizacional.
O CSCW surgiu na década de 80, emergindo a partir da Automação de Escritório ("Office Automation"). Esta, por sua vez, apareceu cerca de dez anos antes, como uma forma de suportar o trabalho administrativo de grupos e organizações, evoluindo a partir de sistemas organizacionais como os sistemas de emissão de bilhetes de avião, que tinham surgido na década de 60.
Os programas informáticos cujo objectivo é serem usados por grupos cooperativos designam-se habitualmente por groupware. Genericamente, pode-se considerar o groupware como sendo software que suporta CSCW. As aplicações groupware mais antigas são o correio electrónico (E-mail), os grupos de discussão (newsgroup) e os sistemas de mensagens curtas, como o ICQ e o MSN Messenger.
Um aspecto bastante importante para o groupware é a existência de um ambiente partilhado pelos vários elementos do grupo. Este ambiente partilhado coexiste normalmente com ambientes privados de cada elemento do grupo, o que implica possuir diferentes mecanismos de gestão de acesso à informação, consoante esta seja privada ou partilhada. Neste último caso, há que ter particular cuidado com os aspectos de controlo de concorrência, de forma a assegurar a consistência da informação partilhada. Potenciais domínios aplicacionais da utilização de groupware são o projecto e desenvolvimento de software, a coordenação de processos de trabalho (Workflow), o Ensino, a telecooperação, a Arquitectura, o projecto de Engenharia, a Telemedicina e a edição cooperativa.
As aplicações groupware podem ser agrupadas de acordo com a sua funcionalidade genérica, constituindo as seguintes classes de aplicação:
- sistemas de comunicação;
- espaços de informação partilhada (Mediaspaces);
- coordenação de processos de trabalho (Workflow);
- suporte a reuniões (Workgroup computing);
- editores de grupo;
- agentes cooperantes;
- ensino assistido por computador (no qual se inclui o E-lerning);
- Realidade Virtual.”
CSCL Computer Supported Collaborative Learning em português Aprendizagem Colaborativa Suportada por Computador, é uma estratégia educativa apoiada em meios informáticos, através da qual o conhecimento é construído em grupo, por discussão, reflexão e tomada de decisões.
CSCL, aparece através da investigação do CSCW, que ao proporcionar o trabalho em conjunto num sistema de redes de computadores, vai causar uma inevitável aprendizagem colaborativa.
Ensinar pressupõe sempre à partida um professor e um aluno, isto numa perspectiva tradicionalista.
Vejo a aprendizagem tradicional como limitativa. Nesta os conteúdos são estanques e predeterminados.
Numa aprendizagem não tradicional, os dogmas da aprendizagem tradicional devem ser eliminados. Assim, as limitações deste modelo de aprendizagem e os seus conteúdos predeterminados devem ser eliminados. Pegando apenas, e por agora, nos dois dogmas que enunciei como sendo caracterizadores da aprendizagem tradicional, a aprendizagem colaborativa responde com eficácia aos desafios propostos. É evidente que não podemos limitar-nos somente a algumas características, mas para começar, até uma só característica chega, isto se assumirmos que é a primeira característica de uma extensa lista a ser denunciada.
Em primeiro lugar, desvia-se de uma postura limitadora, porque possibilitando a discussão entre várias pessoas, vai prever diferentes pontos de vista sobre um mesmo assunto.
Em segundo lugar, não tem conteúdos predeterminados ou se por hipótese parte de um conteúdo predeterminado, a sua primeira acção é sem dúvida ultrapassá-lo e desviar-se, através dos vários pontos de vistas formulados pelo grupo.
Nesta aprendizagem o professor toma o papel de orientador e não do supremo conhecedor. Desta forma, o professor acaba por se tornar ele próprio num aprendiz, de forma a dar resposta a questão não previstas, colocadas pelo grupo orientado. Pode deste modo, tornar-se o consultor de uma investigação de onde ele próprio tirará conhecimento.
De novo são eliminados dogmas da aprendizagem tradicional: o aluno transforma-se num investigador e o professor acompanha esta metamorfose, tornando-se ele também num investigador que partilha o acto de investigar com os seus alunos. Esta visão, à partida democrática, é mais do que isso, é colaborativa. A distinção destes dois termos, democracia/colaboração, é necessária por desgaste do primeiro, que trás consigo significações que corrompem a sua génese. Assim, entenda-se colaboração como uma acção altruísta, onde os fins não justificam os meios, mas onde os meios ganham tanta ou mais importância do que os fins.
Vem este discurso todo, para justificar a decisão de partilhar neste blog as reflexões que vão sendo tidas e que serão a partir de hoje aqui mais ou menos colocadas, para reflexão de quem por cá passe e me possa iluminar, questionar ou o que seja.
Neste momento, tenho como objectivo encontrar uma forma não tradicional de utilizar a informática no ensino. Ando às voltas com a aprendizagem colaborativa. Mas vejamos o que vou para já, aqui colocar. No fundo, a minha esperança era a de que pudesse obter aqui, neste blog, um modelo mais ou menos representativo de uma aprendizagem colaborativa e digo, mais ou menos, porque não é muito justo estar aqui à espera de encontrar respostas dadas por outros que não eu, para um mestrado que apenas a mim me diz respeito e a mim me poderá trazer mais valias.
Estão então abertas as “hostilidades”:
A pirâmide esbateu-se e o professor é muitas vezes ultrapassado pelo aluno. O ensino já não é uma pirâmide de conhecimento, em cujo vértice o professor se encontra. Desta forma, a informática trouxe uma democratização do conhecimento, pois este encontra-se disponível para todos os que possam e queiram a ele aceder. O que pode agora a informática trazer de novo?
Os sistemas colaborativos ou cooperativos e o ensino à distância são algumas das respostas possíveis para esta questão. São também formas de combater a exclusão social e uma cultura e ensino de tendência cada vez mais globalizante.
CSCW Computer Supported Collaborative Work em português Trabalho Colaborativo Suportado por Computador, aparece com a possibilidade das comunicações multicast.
Conforme podemos ver nas páginas da Wikipédia e como primeira abordagem algo já satisfatória, a acrescentar à definição da abreviatura, temos:
“De uma forma genérica, o CSCW é uma área científica interdisciplinar que estuda a forma como o trabalho em grupo pode ser suportado por tecnologias de informação e comunicação, de forma a melhorar o desempenho do grupo na execução das suas tarefas.
As pesquisas em CSCW são normalmente caracterizadas em um quadro de duas dimensões: a distância das pessoas cooperando (remota ou localmente), e a forma de comunicação (síncrona ou assíncrona).
O CSCW enquadra-se num domínio científico interdisciplinar, envolvendo diversas áreas científicas, tanto técnicas, como sistemas distribuídos, comunicação multimédia, telecomunicações, ciências da informação, quanto humanas e sociais, como psicologia, percepção e teoria sócio-organizacional.
O CSCW surgiu na década de 80, emergindo a partir da Automação de Escritório ("Office Automation"). Esta, por sua vez, apareceu cerca de dez anos antes, como uma forma de suportar o trabalho administrativo de grupos e organizações, evoluindo a partir de sistemas organizacionais como os sistemas de emissão de bilhetes de avião, que tinham surgido na década de 60.
Os programas informáticos cujo objectivo é serem usados por grupos cooperativos designam-se habitualmente por groupware. Genericamente, pode-se considerar o groupware como sendo software que suporta CSCW. As aplicações groupware mais antigas são o correio electrónico (E-mail), os grupos de discussão (newsgroup) e os sistemas de mensagens curtas, como o ICQ e o MSN Messenger.
Um aspecto bastante importante para o groupware é a existência de um ambiente partilhado pelos vários elementos do grupo. Este ambiente partilhado coexiste normalmente com ambientes privados de cada elemento do grupo, o que implica possuir diferentes mecanismos de gestão de acesso à informação, consoante esta seja privada ou partilhada. Neste último caso, há que ter particular cuidado com os aspectos de controlo de concorrência, de forma a assegurar a consistência da informação partilhada. Potenciais domínios aplicacionais da utilização de groupware são o projecto e desenvolvimento de software, a coordenação de processos de trabalho (Workflow), o Ensino, a telecooperação, a Arquitectura, o projecto de Engenharia, a Telemedicina e a edição cooperativa.
As aplicações groupware podem ser agrupadas de acordo com a sua funcionalidade genérica, constituindo as seguintes classes de aplicação:
- sistemas de comunicação;
- espaços de informação partilhada (Mediaspaces);
- coordenação de processos de trabalho (Workflow);
- suporte a reuniões (Workgroup computing);
- editores de grupo;
- agentes cooperantes;
- ensino assistido por computador (no qual se inclui o E-lerning);
- Realidade Virtual.”
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/CSCW"
CSCL Computer Supported Collaborative Learning em português Aprendizagem Colaborativa Suportada por Computador, é uma estratégia educativa apoiada em meios informáticos, através da qual o conhecimento é construído em grupo, por discussão, reflexão e tomada de decisões.
CSCL, aparece através da investigação do CSCW, que ao proporcionar o trabalho em conjunto num sistema de redes de computadores, vai causar uma inevitável aprendizagem colaborativa.
Ensinar pressupõe sempre à partida um professor e um aluno, isto numa perspectiva tradicionalista.
Vejo a aprendizagem tradicional como limitativa. Nesta os conteúdos são estanques e predeterminados.
Numa aprendizagem não tradicional, os dogmas da aprendizagem tradicional devem ser eliminados. Assim, as limitações deste modelo de aprendizagem e os seus conteúdos predeterminados devem ser eliminados. Pegando apenas, e por agora, nos dois dogmas que enunciei como sendo caracterizadores da aprendizagem tradicional, a aprendizagem colaborativa responde com eficácia aos desafios propostos. É evidente que não podemos limitar-nos somente a algumas características, mas para começar, até uma só característica chega, isto se assumirmos que é a primeira característica de uma extensa lista a ser denunciada.
Em primeiro lugar, desvia-se de uma postura limitadora, porque possibilitando a discussão entre várias pessoas, vai prever diferentes pontos de vista sobre um mesmo assunto.
Em segundo lugar, não tem conteúdos predeterminados ou se por hipótese parte de um conteúdo predeterminado, a sua primeira acção é sem dúvida ultrapassá-lo e desviar-se, através dos vários pontos de vistas formulados pelo grupo.
Nesta aprendizagem o professor toma o papel de orientador e não do supremo conhecedor. Desta forma, o professor acaba por se tornar ele próprio num aprendiz, de forma a dar resposta a questão não previstas, colocadas pelo grupo orientado. Pode deste modo, tornar-se o consultor de uma investigação de onde ele próprio tirará conhecimento.
De novo são eliminados dogmas da aprendizagem tradicional: o aluno transforma-se num investigador e o professor acompanha esta metamorfose, tornando-se ele também num investigador que partilha o acto de investigar com os seus alunos. Esta visão, à partida democrática, é mais do que isso, é colaborativa. A distinção destes dois termos, democracia/colaboração, é necessária por desgaste do primeiro, que trás consigo significações que corrompem a sua génese. Assim, entenda-se colaboração como uma acção altruísta, onde os fins não justificam os meios, mas onde os meios ganham tanta ou mais importância do que os fins.
terça-feira, junho 13, 2006
seguindo trovões
quinta-feira, junho 08, 2006
Surpresa
Por vezes surpreendo-me a mim próprio, por exemplo: ontem, ao fazer limpeza na minha secretária, encontrei vários papelitos de notas onde se podiam ler mensagens de alerta para não esquecer de fazer determinadas tarefas. Entre estes papeis, descobri um que me chamou a atenção. Dizia algo como: "Não esquecer de colocar a cabeça sobre os ombros."
segunda-feira, abril 24, 2006
notícias da manhã e pensamentos consequentes
Hoje de manhã, como de costume, liguei a televisão para ouvir as notícias enquanto saboreava o pequeno-almoço.
Esta minha actividade torna-se por vezes bastante interessante, senão vejam o que ouvi hoje.
Em Lisboa foram colocados 21 radares em várias vias rodoviárias. Até aqui tudo parece normal, uma notícia regional, num canal regional (RTP1). É então que surge uma vereadora qualquer da câmara de Lisboa a dizer que este sistema não é de caça à multa, apenas pretende evitar os excessos de velocidade e que é semelhante a um sistema existente em Barcelona que tem demonstrado muitos bons resultados.
O meu primeiro pensamento foi aquele a que poderão chamar ressentimento, pois pensei que a ignorância dos Lisboetas (e é claro que há excepções) é tal que nem sabem da existência de uma sistema semelhante na cidade invicta (para quem não sabe, ao escrever invicta, estou a referir-me à cidade do Porto).
Quando aparece de novo o pivot do noticiário, este acrescenta que este novo sistema, já está também implementado na cidade do Porto, diz ele, à 3 anos.
Nesta altura ocorreu-me um pensamento mais perverso; a senhora da câmara de Lisboa sabe da existência do sistema no Porto, mas preferiu, com certeza, verificar o seu funcionamento em Barcelona. É claro que isto são especulações da minha mente, seguidora da teoria da conspiração (são muitas horas de X-files, vistos por este vosso amigo, e posteriores efeitos secundários).
Esta minha actividade torna-se por vezes bastante interessante, senão vejam o que ouvi hoje.
Em Lisboa foram colocados 21 radares em várias vias rodoviárias. Até aqui tudo parece normal, uma notícia regional, num canal regional (RTP1). É então que surge uma vereadora qualquer da câmara de Lisboa a dizer que este sistema não é de caça à multa, apenas pretende evitar os excessos de velocidade e que é semelhante a um sistema existente em Barcelona que tem demonstrado muitos bons resultados.
O meu primeiro pensamento foi aquele a que poderão chamar ressentimento, pois pensei que a ignorância dos Lisboetas (e é claro que há excepções) é tal que nem sabem da existência de uma sistema semelhante na cidade invicta (para quem não sabe, ao escrever invicta, estou a referir-me à cidade do Porto).
Quando aparece de novo o pivot do noticiário, este acrescenta que este novo sistema, já está também implementado na cidade do Porto, diz ele, à 3 anos.
Nesta altura ocorreu-me um pensamento mais perverso; a senhora da câmara de Lisboa sabe da existência do sistema no Porto, mas preferiu, com certeza, verificar o seu funcionamento em Barcelona. É claro que isto são especulações da minha mente, seguidora da teoria da conspiração (são muitas horas de X-files, vistos por este vosso amigo, e posteriores efeitos secundários).
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sábado, março 18, 2006
Discussões de sexta à noite
Na sexta-feira passada, como muitas outras sextas ao longo destes onze ou doze anos (eu sei Z., já fui mais assíduo, direi mesmo, raramente faltava), fui jantar com S. e Z., na casa de S. como habitualmente. No meio das imensas e habituais discussões, S. disse que tínhamos diferentes formas de utilizar a nossa inteligência. A dela é mais elaborada ou seja, perante uma situação qualquer ela resolveria melhor se tivesse tempo para pensar. Já eu tenho uma inteligência de resposta mais imediata e se pelo contrário me for fornecido tempo para pensar, acabo por me perder em deambulações e a resposta não ser tão clara. Quanto a Z., segundo S., não tem inteligência que se destaque para nenhum dos dois lados. Recordo que Z. ficou ofendidíssimo por não ser taxado com um rótulo, mas penso que na realidade a sua inteligência é a mais equilibrada de entre os três, pois oferece uma versatilidade que me parece não existir em mim ou na S..
Z., perante situações diversificadas, não atingindo em pleno qualquer um dos extremos citados, acaba por responder de forma mais eficaz às exigências tidas. Arriscarei talvez em dizer que, segundo a análise feita por S., para atingir a performance de Z., eu e S., teríamos que laborar juntos.
Gostaria agora de dar o dito por não dito e dizer que este texto foi escrito umas horas depois da conversa tida e que a análise de S., foi feita no momento.
Finalmente pedia aos outros intervenientes aqui mencionados que, se por aqui passarem e eu não estiver a ser tão exacto no relato dos factos quando deveria ser, deixem ficar aqui um comentário. É claro que podem também comentar este texto por outra razão qualquer.
Z., perante situações diversificadas, não atingindo em pleno qualquer um dos extremos citados, acaba por responder de forma mais eficaz às exigências tidas. Arriscarei talvez em dizer que, segundo a análise feita por S., para atingir a performance de Z., eu e S., teríamos que laborar juntos.
Gostaria agora de dar o dito por não dito e dizer que este texto foi escrito umas horas depois da conversa tida e que a análise de S., foi feita no momento.
Finalmente pedia aos outros intervenientes aqui mencionados que, se por aqui passarem e eu não estiver a ser tão exacto no relato dos factos quando deveria ser, deixem ficar aqui um comentário. É claro que podem também comentar este texto por outra razão qualquer.
Pensem
Acredito com cada vez mais convicção, que há reais intenções de pôr as pessoas a não pensar. Não é novidade nenhuma que a melhor forma de dominar um povo é, não o deixar pensar e, subsequentemente, este perde a capacidade de analisar, de concluir e finalmente contestar. É no ensino que os governos exercem a sua forma de adormecer mentalidades e, desta forma, promovem a capacidade de não pensar. Vemos então a carga horária de disciplinas de carácter criativo a ser reduzida, em detrimento de disciplinas com um cunho bastante forte de compreensão (leia-se de entendimento de programas predeterminados) onde a articulação de dados e a memorização são os factores decisivos ou pior ainda, com disciplinas, melhor dizendo, áreas curriculares não disciplinares, assim as classifica o ministério de educação, de carácter ideológico, como por exemplo, educação cívica. É nas disciplinas criativas que o aluno aprende a pensar e a tomar opções autónomas, nunca em disciplinas onde o jogo é predominante, onde existem regras que uma vez seguidas irão ditar resultados análogos ou iguais. Assim, aprendem nestas últimas a obter resultados lógicos e nunca a criar alternativas para obter um resultado paralelo e igualmente possível.
Quando se pede a alguém para pensar, obtém-se inúmeras vezes como resposta a indignação ou o insulto. As pessoas reagem desse modo, porque consideram já o estar a realizar, mas no entanto o que estão a fazer não passa de um simulacro de pensamento. Lembrei-me agora de um acontecimento ocorrido numa aula da disciplina de Estética leccionada, à data, pelo professor Álvaro Lapa, na FBAUP (ainda na altura denominada ESBAP) que ilustra bem ou não, o que acabo de dizer. Depois de ter feito uma interpretação de um texto de Gilles Deleuze, sobre um livro de Nietzsche (A origem da tragédia), o professor dirigiu-se aos alunos e disse: - …mas isto é o que eu penso do que o Deleuze pensa acerca do que pensava Nietzsche. Agora, vocês vão para casa, leiam o livro do Nietzsche, porque vós sois quem sabe.
Talvez mais de metade da turma ficou indignada. A outra metade compreendeu o que o professor estava a pedir. – Pensem!
Consideremos, que uma instituição de ensino superior não é propriamente uma escola de ensino básico, onde os professores comunicam e explicam conceitos. No ensino superior os alunos já devem ser possuidores dos conceitos e os professores devem ser apenas orientadores, dar a conhecer para que os alunos possam construir o seu próprio caminho, despertar os alunos para uma cada vez maior autonomização. Era isto que o professor Álvaro Lapa estava a fazer connosco, a mostrar-nos alguns dos caminhos possíveis, não para optarmos por um deles, mas, mais do que isso, traçarmos o nosso próprio caminho.
É preferível fornecer todos os ingredientes e mais alguns e não dar a receita, possibilitando ao cozinheiro criar a seu belo prazer, do que dar alguns ingredientes nas medidas certas, mais a receita a seguir. Pensem e surpreendam!
Quando se pede a alguém para pensar, obtém-se inúmeras vezes como resposta a indignação ou o insulto. As pessoas reagem desse modo, porque consideram já o estar a realizar, mas no entanto o que estão a fazer não passa de um simulacro de pensamento. Lembrei-me agora de um acontecimento ocorrido numa aula da disciplina de Estética leccionada, à data, pelo professor Álvaro Lapa, na FBAUP (ainda na altura denominada ESBAP) que ilustra bem ou não, o que acabo de dizer. Depois de ter feito uma interpretação de um texto de Gilles Deleuze, sobre um livro de Nietzsche (A origem da tragédia), o professor dirigiu-se aos alunos e disse: - …mas isto é o que eu penso do que o Deleuze pensa acerca do que pensava Nietzsche. Agora, vocês vão para casa, leiam o livro do Nietzsche, porque vós sois quem sabe.
Talvez mais de metade da turma ficou indignada. A outra metade compreendeu o que o professor estava a pedir. – Pensem!
Consideremos, que uma instituição de ensino superior não é propriamente uma escola de ensino básico, onde os professores comunicam e explicam conceitos. No ensino superior os alunos já devem ser possuidores dos conceitos e os professores devem ser apenas orientadores, dar a conhecer para que os alunos possam construir o seu próprio caminho, despertar os alunos para uma cada vez maior autonomização. Era isto que o professor Álvaro Lapa estava a fazer connosco, a mostrar-nos alguns dos caminhos possíveis, não para optarmos por um deles, mas, mais do que isso, traçarmos o nosso próprio caminho.
É preferível fornecer todos os ingredientes e mais alguns e não dar a receita, possibilitando ao cozinheiro criar a seu belo prazer, do que dar alguns ingredientes nas medidas certas, mais a receita a seguir. Pensem e surpreendam!
quinta-feira, março 16, 2006
dica para cozer polvo
E porque não, partilhar um truque de culinária no meu blog?
Hoje estou a cozinhar polvo para o jantar. Todos sabem que cozinhar polvo é difícil, pois nunca sabemos se ele vai ficar duro ou não até o degustar. Bom, sempre ouvi dizer que se for polvo congelado não há esse problema, o bicho fica sempre mole. Aprendi entretanto, que se dermos uma valente tareia ao animal, imediatamente antes de o pôr a cozer, o polvo fica mole depois de cozido. A última que soube, e que chegou tarde para este jantar, é que se cozer o dito cujo sem sal, ele fica uma beleza.
Bom, terei de experimentar esta última dica da próxima vez que cozer polvo. Entretanto, se alguém que por aqui passe o ensaiar, diga de sua justiça neste mesmo local.
Já agora, se me permitem, gostaria de deixar aqui uma palavrinha para alguns dos meus amigos mais chegados (vocês sabem de quem é que eu estou a falar) que por um acaso aqui passem. Não vejam nem façam interpretações menos correctas deste texto, pois não passa disso mesmo, de um truque de culinária. Não é como aquele texto, já longínquo, que escrevi para um professor, cheio de “e/ou”, com a finalidade de lhe chamar burro, tenha ele compreendido ou não a piada. É claro que um texto como este aqui, proporciona-se a que façam algumas interpretações maldosas, pois isto de tornar o polvo mole ou duro e só o saber quando o degustar ou se estiver congelado o bicho fica sempre mole, tem que se lhe diga. Ficar mole depois de cozido, também não está mal, não senhor. Quem diria, escrevi um texto que tem pano para mangas. E pronto, já satisfiz as mentes mais perversas, dos tais meus amigos (com esta deixa das mentes preversas, ficam eles queimados e eu saio imaculado hehe).
Falar do texto que escrevi durante o meu tempo de aluno universitário, trouxe-me à memória outras recordações, talvez, dignas de serem aqui contadas, mas fica para uma outra altura.
Hoje estou a cozinhar polvo para o jantar. Todos sabem que cozinhar polvo é difícil, pois nunca sabemos se ele vai ficar duro ou não até o degustar. Bom, sempre ouvi dizer que se for polvo congelado não há esse problema, o bicho fica sempre mole. Aprendi entretanto, que se dermos uma valente tareia ao animal, imediatamente antes de o pôr a cozer, o polvo fica mole depois de cozido. A última que soube, e que chegou tarde para este jantar, é que se cozer o dito cujo sem sal, ele fica uma beleza.
Bom, terei de experimentar esta última dica da próxima vez que cozer polvo. Entretanto, se alguém que por aqui passe o ensaiar, diga de sua justiça neste mesmo local.
Já agora, se me permitem, gostaria de deixar aqui uma palavrinha para alguns dos meus amigos mais chegados (vocês sabem de quem é que eu estou a falar) que por um acaso aqui passem. Não vejam nem façam interpretações menos correctas deste texto, pois não passa disso mesmo, de um truque de culinária. Não é como aquele texto, já longínquo, que escrevi para um professor, cheio de “e/ou”, com a finalidade de lhe chamar burro, tenha ele compreendido ou não a piada. É claro que um texto como este aqui, proporciona-se a que façam algumas interpretações maldosas, pois isto de tornar o polvo mole ou duro e só o saber quando o degustar ou se estiver congelado o bicho fica sempre mole, tem que se lhe diga. Ficar mole depois de cozido, também não está mal, não senhor. Quem diria, escrevi um texto que tem pano para mangas. E pronto, já satisfiz as mentes mais perversas, dos tais meus amigos (com esta deixa das mentes preversas, ficam eles queimados e eu saio imaculado hehe).
Falar do texto que escrevi durante o meu tempo de aluno universitário, trouxe-me à memória outras recordações, talvez, dignas de serem aqui contadas, mas fica para uma outra altura.
segunda-feira, março 13, 2006
pescadores de nuvens
Estavam os pescadores de nuvens nos seus barcos a pescar. Atiravam as redes com as suas bóias, que ficavam a pairar muito sossegadinhas ao sabor do vento. Depois, com muito esforço, lá iam eles puxando as redes e com elas as nuvens, levando as segundas para onde elas eram mais necessárias.
Lá do alto, observavam a terra como pássaros e partiam com esforçadas, mas vigorosas remadas, em viagens que podiam demorar semanas.
Sempre com as nuvens a reboque, debaixo de um sol escaldante, os pescadores cantavam cantigas dos feitos de fainas passadas.
Uma vez chegados ao seu destino, soltavam as nuvens, tal como os pastores soltam os seus rebanhos, deixando-as ao sabor do vento, que à laia de cão pastor, ia guiando o seu rebanho.
Lá do alto, observavam a terra como pássaros e partiam com esforçadas, mas vigorosas remadas, em viagens que podiam demorar semanas.
Sempre com as nuvens a reboque, debaixo de um sol escaldante, os pescadores cantavam cantigas dos feitos de fainas passadas.
Uma vez chegados ao seu destino, soltavam as nuvens, tal como os pastores soltam os seus rebanhos, deixando-as ao sabor do vento, que à laia de cão pastor, ia guiando o seu rebanho.
a casa das Artes
Estávamos a conversar sobre a estupidez que é ter uma Casa das Artes que praticamente não existe. Falávamos de tudo o que foi a Casa das Artes e de tudo que se perdeu. E porque não funciona a Casa das Artes como outrora funcionou?
Digo eu: o facto de estarmos distantes do centro de decisão política, faz com que as coisas não operem.
J. disse-me: o que fariam as pessoas se a IURD estivesse a comprar a Casa das Artes?
Então vamos fazer de conta que isto é verdade e questionemo-nos novamente sobre o que podemos fazer pela Casa das Artes.
Vejamos de outra forma.
Quando a IURD quis comprar o Coliseu do Porto, as gentes da cidade levantaram-se e defenderam o Coliseu. É claro que por trás desta movimentação geral estava um pequeno grupo com aparentes preocupações culturais e que se aproveitou de algum descontentamento generalizado relativamente à IURD, para combater a compra do Coliseu. A Casa das Artes está a morrer, no entanto ninguém se importa. Porém, se a IURD tentasse comprar a Casa das Artes, muita gente indignar-se-ia e erguer-se-ia para evitar a compra. Leva-me a concluir, numa primeira reflexão, que a defesa da Casa das Artes passa por uma questão de segregação e não por uma questão cultural. E, recordem-me se eu não estiver a dizer a verdade, reportando-nos ao tempo pré tentativa de compra do Coliseu pela IURD, este mesmo local estava moribundo.
Concluindo: é tudo uma questão territorial, as pessoas estão-se danando para a cultura, o que interessa é que não fiquem com aquilo que é nosso.
Ou então: mais vale um pássaro morto na mão, do que dois bem vivos a voar.
Digo eu: o facto de estarmos distantes do centro de decisão política, faz com que as coisas não operem.
J. disse-me: o que fariam as pessoas se a IURD estivesse a comprar a Casa das Artes?
Então vamos fazer de conta que isto é verdade e questionemo-nos novamente sobre o que podemos fazer pela Casa das Artes.
Vejamos de outra forma.
Quando a IURD quis comprar o Coliseu do Porto, as gentes da cidade levantaram-se e defenderam o Coliseu. É claro que por trás desta movimentação geral estava um pequeno grupo com aparentes preocupações culturais e que se aproveitou de algum descontentamento generalizado relativamente à IURD, para combater a compra do Coliseu. A Casa das Artes está a morrer, no entanto ninguém se importa. Porém, se a IURD tentasse comprar a Casa das Artes, muita gente indignar-se-ia e erguer-se-ia para evitar a compra. Leva-me a concluir, numa primeira reflexão, que a defesa da Casa das Artes passa por uma questão de segregação e não por uma questão cultural. E, recordem-me se eu não estiver a dizer a verdade, reportando-nos ao tempo pré tentativa de compra do Coliseu pela IURD, este mesmo local estava moribundo.
Concluindo: é tudo uma questão territorial, as pessoas estão-se danando para a cultura, o que interessa é que não fiquem com aquilo que é nosso.
Ou então: mais vale um pássaro morto na mão, do que dois bem vivos a voar.
ouvindo irmaos catita
Ouvindo irmãos catita:
- Blog mágico, blog meu, haverá alguém no mundo mais qualquer coisa do que eu?
- Foda-se! Não me estarás a confundir com um espelho?
- Blog mágico, blog meu, haverá alguém no mundo mais qualquer coisa do que eu?
- Foda-se! Não me estarás a confundir com um espelho?
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